sábado, 17 de março de 2012

Animais são adotados para trabalhar como cães guia em SP

Trinta e dois cães das raças labrador e golden retrivier foram adotados pelo Sesi São Paulo para servir famílias como cães guia. Veja como funciona o projeto.

http://noticias.r7.com/videos/animais-sao-adotados-para-trabalhar-como-caes-guia-em-sp/idmedia/4e13467e3d14843e6e3f8b98.html

Crianças surdas recebem ajuda de cães guia na Grã-Bretanha

Uma instituição de caridade britânica iniciou um projeto piloto para fornecer cães guia para crianças com problemas de audição.
No último ano, a instituição Cães Guia para Surdos deu 12 destes cães para crianças. Uma delas foi James Cheung, um menino de 11 anos com dificuldades de audição.

O cão de James é o labrador Kurt, que o alerta quando ele precisa acordar de manhã, quando sua mãe o chama e em situações de perigo, como quando um alarme de incêndio dispara.

Kurt foi treinado para responder a certos sons e ordens.

Segundo a família de James, seu comportamento mudou após a chegada do animal.

Ele está mais independente e confiante e desenvolveu um ótimo relacionamento com o cão.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2012/03/120305_caes_guias_surdos_fn.shtml

Projeto treina cachorros para conduzir deficientes visuais

No Brasil o número de cães-guia ainda é pequeno, para tentar reverter esse quadro, o Sesi tem um projeto que treina cachorros para conduzir deficientes visuais.Veja!

http://noticias.r7.com/videos/projeto-treina-cachorros-para-conduzir-deficientes-visuais/idmedia/4f61fea6fc9b699f98d3b7e8.html

sexta-feira, 16 de março de 2012

O que é a surdo-cegueira


O termo surdo-cego designa as pessoas afetadas por deficiências de visão e audição simultaneamente, em que um desses sentidos não pode substituir o outro

O portador de surdo-cegueira não pode ser assemelhado nem a um surdo nem a um cego, pois constitui um caso bastante particular. São distinguíveis quatro graus de surdo-cegueira:


  • existência de um resíduo auditivo e de um resíduo visual

  • surdez total e resíduo visual

  • resíduo auditivo e cegueira total

  • surdez e cegueira totais

Quais são as principais causas da surdo-cegueira?



O grupo mais numeroso de surdocegos é composto por pessoas com 65 anos ou ainda mais idosas, que adquiriram a deficiência sensorial tardiamente. As causas da surdo-cegueira podem ser acidentes graves; a condição genética do síndrome de Usher (as manifestações clínicas desta síndrome incluem a surdez, que se manifesta logo no início da vida e a perda visual que ocorre, geralmente, mais tarde) e surdo-cegueira congênita resultante de doenças como a rubéola ou de nascimentos prematuros.

Como se comunica um portador de surdo-cegueira?


Os surdo-cegos possuem diversas formas para se comunicar com as outras pessoas. A LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, desenvolvida para a educação dos portadores de deficiência auditiva, pode ser adaptada aos surdo-cegos utilizando-se o tato. Colocando a mão sobre a boca e o pescoço de um intérprete, o portador de surdo-cegueira pode sentir a vibração de sua voz e entender o que está sendo dito, esse método de comunicação é chamado de tadoma. Também é possível para o surdo-cego escrever na mão de seu intérprete utilizando um alfabeto manual ou redigir suas mensagens em sistema braille, língua formada de pontos em relevo criada para a comunicação dos portadores de deficiência visual. Existe ainda o alfabeto moon, que substitui as letras por desenhos em relevo e o sistema pictográfico, que usa símbolos e figuras para designar os objetos e ações.



Língua de Sinais - Método criado no século XVIII pelo abade Michel de L'Epée, o primeiro a considerar a linguagem gestual como a língua natural dos surdos. Consiste em uma forma de comunicação construída no espaço através de movimentos das mãos em diferentes configurações e pontos de contato no corpo.

Alfabeto manual - A invenção do alfabeto manual ou alfabeto datilológico é atribuída a alguns monges da Idade Média que fizeram o voto de silêncio. Estruturado e adotado oficialmente na França, no Século XVIII, para a educação do surdo, foi mais tarde adaptado para o surdo-cego por educadores ingleses e americanos. Consiste em fazer, com a mão direita, um sistema de signos sobre a palma do interlocutor. São variados os códigos adotados nesse procedimento; a forma mais usual é aquela onde cada letra é representada pelas diferentes posições dos dedos e da mão.

Tadoma - Método de linguagem receptiva onde a pessoa surda-cega, através do tato, decodifica a fala do seu interlocutor. Consiste em colocar a mão no rosto do locutor de tal forma que o polegar toque, suavemente, seu lábio inferior e os outros dedos pressionem, levemente, as cordas vocais. Este procedimento possibilita a interpretação da emissão dos sons através do movimento dos lábios e da vibração das cordas vocais.

Sistema Braille - Sistema de escrita e leitura tátil criado por Louis Braille, em 1824. Ainda aluno da "Instituition des Jeunes Aveugles", em Paris, o jovem cego Louis inspirado na "grafia sonora", idealizada pelo Capitão de Artilharia Carlos Barbier de la Serre, inventou o Sistema, ainda hoje utilizado, com pequenas modificações, em todo o mundo. Consiste no arranjo de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. As diferentes posições desses seis pontos permitem a representação de todas as letras do alfabeto, dos sinais de pontuação, dos símbolos da matemática, da música e outros.

Leia mais em http://www.ibcnet.org.br/Paginas/Cegueira/Cegueira_05.htm

Como se comunicar com um portador de surdocegueira?



  1. Ao aproximar-se de um surdocego deixe que ele perceba sua presença com um simples toque.

  2. Qualquer que seja o meio de comunicação adotado faça-o gentilmente.

  3. Combine com ele um sinal para que ele o identifique.

  4. Aprenda e use o método de comunicação que ele souber, mesmo que elementar.

  5. Se houver um método mais adequado que lhe possa ser útil, ajude-o a aprender.

  6. Tenha a certeza de que ele o está percebendo.

  7. Encoraje-o a usar a fala se ele conseguir, mesmo que ele saiba apenas algumas palavras.

  8. Se estiverem outras pessoas presentes, avise-o quando for apropriado para ele falar.

  9. Avise-o sempre do que o rodeia.

  10. Informe-o quando sair, mesmo que seja por um curto espaço de tempo. Assegure-se que fica confortável e em segurança. Se ele precisar de algo para se apoiar durante a sua ausência, coloque a mão dele no que servirá de apoio. Nunca o deixe sozinho num ambiente que não lhe seja familiar.

  11. Mantenha-se próximo dele para que ele se aperceba da sua presença.

  12. Ao andar deixe-o apoiar-se no braço, nunca o empurre à sua frente.

  13. Utilize sinais simples para o avisar da presença de escadas, uma porta ou um carro.

  14. Um surdocego que esteja a apoiar-se no seu braço perceberá qualquer mudança no seu andar.

  15. Escreva devagar na palma da mão do surdocego utilizando as letras de forma do alfabeto manual.

http://saci.org.br/?modulo=akemi&parametro=1659


Dr.Jan Van Dijk


Um pouco de história pelo Dr.Jan Van Dijk





Sou considerado como o Padrinho da inclusão dos Calendários na prática educacional de crianças surdocegas. Se este é o caso, então recordo exatamente o tempo quando a idéia nasceu. Há 40 anos atrás, quando eu era um jovem professor, tentando duramente conseguir que uma menina surdocega respondesse. O Padre van Uden, renomado neste tempo por seu “método de conversação” com crianças surdas, observou meus esforços e fez um comentário: “Tente começar um diálogo com a menina”. Eu respondi: “Como posso fazer isto, quando minha menina quase não é consciente de seu passado e de seu futuro, não há nada que nós compartilhemos e deque possamos falar”. Pouco tempo depois tivemos uma reunião familiar e notei que as conversações mais animadas ocorreram quando velhos álbuns de fotos foram trazidos para a mesa. Isto fez “o passado” tão presente e se discutiram idéias de como “o futuro” seria diferente. Eu fui a uma loja que tinha gravatas em um mostruário, o qual podia ser girado. Consegui um e fixei cartões na barra de ferro, um para cada dia da semana. Objetos ou parte de objetos que eram de interesse para minha aluna foram fixados a um cartão. Recordo como se fosse ontem minha excitação quando, depois de umas semanas, minha aluna girou um dos cartões que tinha um pedaço de cortina colado. Entendi imediatamente, ela desejava ir e parar próxima da janela, quando pode sentir a brisa! Estava tão contente que sua expressão tinha sido entendida, que Joyce aprendeu nesta mesma semana seu primeiro sinal para abrir a janela. E o Padre van Uden nos enviou um bolo! Quarenta anos depois, Robbie Blaha escreveu seu livro “Calendários para alunos com múltipla deficiência incluindo surdocegueira”. Eu devo enviar um carregamento de guloseimas para ela e seus colaboradores. Que maravilhoso guia prático para todos os educadores de crianças surdocegas. As idéias teóricas que estão por detrás do uso do calendário que foram difundidas por mim e outras pessoas durante anos, foram feitas de forma acessível e muito sistemática para todos “Para quem quiser iniciar uma conversação com uma pessoa surdocega”. Na educação especial muitas idéias que inicialmente eram muito promissoras, tem desaparecido ao longo dos anos. O uso de CALENDÁRIOS está estendendo-se rapidamente, porque o sistema tem grandes méritos para ambos: para o indivíduo surdocego e seu educador .Proporciona amplas oportunidades de “compartilhar o mundo” com pessoas com deficiências sensoriais múltiplas. Reforça a conversação comum aluno em um nível básico de desenvolvimento, e também para os indivíduos que têm alcançado o nível de simbolização. Assim, penso que amaior fortaleza do SISTEMA DE CALENDÁRIO é que ele é um “Sistema Aberto”. Pode adaptar-se às necessidades da pessoa. Pode ser usado, como Robbie coloca muito claramente, no lar pelos pais ou como nós ousamos agora, nos lugares de trabalho para os surdocegos ou também emlares de idosos com perdas visuais e auditivas. Jan Van Dijk, Ph. D.Sint-Michielsgestel, Paises Baixos

Reconhecimentos





quarta-feira, 14 de março de 2012

SUPERAÇÃO

vídeo produzido para trabalho acadêmico da disciplina de órtese e prótese do curso de Fisioterapia. Mostra a força e a superação de pessoas que não sabem o que é a palavra limites... verdadeiros vencedores...

http://www.youtube.com/watch?v=2TniO96pulY&feature=share

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ministério de Surdos transforma vidas por meio da transmissão do evangelho em libras
Ivan Machado, líder do Ministério de Surdos da Videira, gesticula com um dos surdos, enquanto fala baixinho “eu dou uma pra ele” e me explica o que estão conversando. “Ele disse que o filho dele está triste porque queria ganhar uma bíblia, mas o pastor não fez o apelo no fim do culto.” É quando me chama para sentar junto aos surdos em um grande círculo de cadeiras, onde ocorria uma reunião pós-culto para debater e tirar dúvidas sobre o culto que eles haviam acabado de assistir. “Se apresente”, diz Ivan. Sem saber o que fazer, olho para ele que diz. “Eu vou interpretar, pode falar.” Ao me apresentar e explicar o porquê de eu estar ali, sou recebido de maneira muito calorosa e percebo uma certa empolgação por parte de todos.

Quando começo a perguntar sobre o Ministério de Surdos, Ivan explica: “Hoje, na realidade, nós temos um Ministério de educação especial, por exemplo, já recebemos aqui surdos cegos. Temos muitos membros que não são apenas surdos, recebemos também muitos surdos que têm outros tipos de deficiência. Então, na realidade, não é um departamento de surdos, é um departamento de educação especial.” Explicando que a realidade do Ministério é bem mais complexa.

Pergunto sobre a quantidade de membros do Ministério. “Hoje temos 27 pessoas, mas, por exemplo, eu não trago mais surdos cegos para cá, porque a interpretação para eles tem que ser individual, e eu não tenho intérprete para me ajudar. No começo, tinha o Nilton Câmara, que foi inclusive quem me chamou para montar esse Ministério aqui na Videira, mas já fazem quase dois anos que ele não está mais aqui. Outras pessoas também já passaram por aqui, mas quando eu tô ficando folgado, elas vão para outras igrejas criar o próprio ministério”, diz Ivan Machado. E acrescenta: “Glória a Deus por isso, eu abençôo”, mostrando que, se houvesse uma quantidade maior de pessoas servindo, seria possível alcançar mais pessoas. Contudo, o fato dessas pessoas estarem indo para outras igrejas de Fortaleza amplia a evangelização de surdos, além de criar um vinculo maior entre os vários Ministérios de Surdos da capital e do país.

Durante a conversa, Ivan me apresenta uma moça que estava do lado dele, o nome dela é Sara, nova no ministério, que está em treinamento para ajudar Ivan na interpretação dos cultos. Eu questiono ela: "O que fez você se interessar pelo Ministério?". De maneira muito segura, ela responde. “Eu visitei uma igreja e nesse dia estava ocorrendo um culto que era para surdos e eu não conseguia me comunicar. Naquele momento, vi o quanto eles precisavam que as pessoas conhecessem a sua linguagem, foi quando eu decidi estudar para poder interagir com as pessoas na igreja”, comenta Sara.

Mas em um Ministério com uma circulação tão grande de pessoas, o que não faltam são histórias interessantes. Uma delas me chamou a atenção: a história de Wilson Vieira, que se converteu através do Ministério de Surdos da Videira, onde conheceu Joana, que hoje é sua esposa. “Primeiro eles fizeram o one (curso de noivos), e depois de um ano de casados também fizeram o MMI (Ministério Casados Para Sempre", dispara Ivan, com tom de um pai que se orgulha dos filhos.

Pergunto para Wilson Vieira sobre a importância do Ministério e sobre o que ele sente falta. Wilson é categórico na resposta: “Esse Ministério é muito importante, afinal, são só as pessoas falando e falando, e o surdo? É preciso ter esse Ministério, é preciso ter intérprete, eu amo isso aqui.”

E continua: “Ai fora (no mundo), não existe comunicação, o surdo é deixado de lado, não existe aconselhamento. É através desse ministério que, quando o surdo entra na igreja pela primeira vez, e vê o intérprete, ele se sente amado, passa a se sentir igual ao ouvinte (e, na realidade, são iguais – grifo do autor). Bom, trabalhar com surdo não é fácil, trabalhar com surdo é difícil, eu sou surdo e sei (risos). No entanto, faltam pessoas para servir. Nós sonhamos que muitas pessoas possam aprender libras e venham servir com a gente, porque muitos ainda não sabem se comunicar conosco. Sonhamos ter uma interação maior com toda a igreja”, conclui Wilson.