quarta-feira, 2 de julho de 2014

PERSONAGENS - INCLUSÃO

Dorinha
Deficiente visual  que anda com seu cão-guia, o Radar, que é seu companheiro inseparável.


Humberto
Deficiente auditivo, se comunica com a Turma através de sinais ou simplesmente com “Hum... hum....hum”, daí o seu nome ser Humberto.

Luca
Menino deficiente físico que é cadeirante. Daí vem seu apelido, "Da Roda".

Tati
Uma menina com Síndrome de Down.

André
É um menininho autista. 

Fonte:  http://saladerecursoaprendendoefazendo.blogspot.com/

Mauricio de Sousa fala sobre criação de personagens com deficiência

Mauricio de Sousa fala sobre criação de personagens com deficiência



Dorinha e Luca são personagens com deficiência criados por Mauricio de Sousa                           O desenhista Mauricio de Sousa fala sobre a criação de personagens com deficiências


Mauricio de Sousa está ao lado de um desenho do personagem BiduMauricio de Sousa é criador de histórias e de personagens que divertem, educam e inspiram a imaginação de adultos e crianças há mais de 50 anos. Em 1959, enquanto era repórter policial no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir de uma série de tiras em quadrinhos com Bidu e Franjinha (o dono do cachorro), publicadas semanalmente na Folha da Manhã, Mauricio de Sousa iniciou sua carreira.
Nos anos seguintes, Mauricio criou mais tiras, outros tabloides e diversos personagens - CebolinhaPiteco,Chico BentoPenadinhoHorácioRaposão,Astronauta, etc. Até que, em 1970, lançou a revista da Mônica, com tiragem de 200 mil exemplares, pela Editora Abril. Hoje, entre quadrinhos e tiras de jornais, suas criações chegam a cerca de 30 países. Entre as revistas de histórias em quadrinhos mais vendidas do País, dez são de Mauricio de Sousa – atualmente, suas revistas respondem por 86% das vendas no mercado brasileiro.
O que poucos sabem é que, além da Mônica, Cebolinha, MagaliCascão, Bidu e companhia, este jornalista e cartunista também criou alguns personagens para homenagear pessoas com deficiência e mostrar, por meio das histórias, um pouco do universo desse público, contribuindo para a educação e inclusão. Luca, um garoto cadeirante, eDorinha, uma menina com deficiência visual, inspirada na Dorina NowillSite externo., são os dois exemplos mais marcantes.
A primeira em vez que Luca apareceu nos gibis foi em 20 de dezembro de 2004, na edição nº222 do gibi da Mônica. O personagem ama os esportes, principalmente o basquete, e foi apelidado carinhosamente pelos novos amiguinhos de “Da Roda” e “Paralaminha”, por ser muito fã do cantor Herbert Vianna e da banda Os Paralamas do Sucesso. Já Dorinha foi a pioneira, e chegou às bancas no final de novembro deste mesmo ano.
Para conhecer um pouco melhor sobre seu trabalho, entrevistamos Mauricio de Sousa. Confira!
Vida Mais Livre: Quando e por que surgiu o interesse por personagens com algum tipo de deficiência?
Mauricio de Sousa: A Turma da Mônica é um grupo de personagens que vivem e agem como crianças normais, como nossos filhos ou conhecidos. Todos nós temos amigos com algum tipo de deficiência e convivemos harmônica e dinamicamente. Aprendemos as regras da inclusão aí.
Consequentemente, não poderíamos deixar de apresentar, no universo dos nossos personagens, amiguinhos da turma que também tivessem algum tipo de deficiência. Até acho que demorei muito para perceber esse vazio nas nossas histórias.
Vida Mais Livre: Você se recorda da situação em que teve a ideia de criar o primeiro desses personagens?
Mauricio de Sousa: Acho que foi quando criamos uma história onde um novo amiguinho da turma surgia de muletas. Ele participou de uma ou duas histórias, mas depois sumiu. Ficou a necessidade de mantermos esse tipo de convívio. Posteriormente, fui buscar um cadeirante para preencher o espaço.
ImagemVida Mais Livre: Conte um pouco sobre o processo de criação da personagem Dorinha.
Mauricio de Sousa: Quando pensei em criar uma menina cega, busquei uma referência e me veio a figura de Dorina Nowill, da Fundação do mesmo nome. Dorina, líder, de inteligência brilhante, sem preconceitos (para com os videntes), elegante, preocupada com a causa de mostrar caminhos aos cegos. Tirei daí tudo da Dorinha.
Vida Mais Livre: Há uma frequência para ela entrar nas histórias?
Mauricio de Sousa: Não. As histórias fluem e, quando um tema permite, ela entra.
Vida Mais Livre: Qual foi a repercussão entre as crianças?
Mauricio de Sousa: Das melhores. Principalmente, quando a Dorinha, como personagem vivo, no antigo Parque da Mônica, aparecia. Daí era um auê. Todas as crianças se aproximavam dela para perguntar sobre seus hábitos, como fazia isso, como resolvia aquilo. E nossa artista que dava vida à Dorinha estava sempre muito bem preparada para falar como uma deficiente bem resolvida.
Vida Mais Livre: Você também criou o Luca, que é cadeirante. Como ele foi criado? Foi inspirado em alguém, assim como a Dorinha?
Mauricio de Sousa: Para criar o Luca, conversei com os atletas paraolímpicos, o que foi, para mim, uma descoberta e uma alegria. Eles são muito bem resolvidos, também. Entusiasmados, alegres, espertos, inteligentes, com o moral lá em cima. Foi fácil transpor esse clima para o personagem, que continua acontecendo muito fortemente nas nossas histórias, a ponto de a Mônica, nos quadrinhos, estar meio de asinha caída para o Luca.
Vida Mais Livre: E, novamente, qual foi a reação das crianças?
Mauricio de Sousa: Mais uma vez, a curiosidade da criançada, mais sua ousadia, fizeram do Luca um repositório de informações sobre o que é e como é fazer tudo a bordo de uma cadeira de rodas.
Vida Mais Livre: Além da Dorinha e do Luca, há também o André, com autismo, e uma menina com Síndrome de Down, correto? Conte um pouco mais sobre estes personagens.
Mauricio de Sousa: O André nasceu de um estudo que fizemos para uma campanha. Saiu uma revistinha muito gostosa, que serviu e serve para muita gente entender um pouco melhor o autismo e suas diversas manifestações. Já a menina com down é mais recente, pouco conhecida e ainda não suficientemente utilizada nas histórias. Está ainda em fase de estudos, devido à variação de graduações que o Down apresenta. Ainda estou buscando em que nivel está a menina.
Vida Mais Livre: Além dos gibis, esses personagens com deficiência farão parte de DVDs, vídeos educativos, algum projeto especial, etc.?
Mauricio de Sousa: Todo o material educacional que produzimos e que estamos planejando terá a participação desses personagens, sempre com mostras de como vivem numa comunidade onde se instalou a inclusão.
ImagemVida Mais Livre: Há casos de pessoas com deficiência em sua família ou amigos próximos?
Mauricio de Sousa: Sempre há em todas as famílias. Desde criança, até os idosos, no final de suas energias, todos tivemos contato com deficientes. Faltava é a conscientização que agora se percebe.
Vida Mais Livre: E na sua empresa, há muitos empregados com deficiência? Como vocês lidam com a inclusão?
Mauricio de Sousa: Há alguns, sim. Numa convivência onde a gente até se esquece que um ou outro tem alguma limitação. Porque, como sempre, eles rompem os limites. E nos integramos.






Programa Câmara Hoje discute educação inclusiva - 25.06.2014

Congresso debate ampliação da educação inclusiva

Congresso debate ampliação da educação inclusiva

Vito tem síndrome de Down e estuda em uma escola regular em Brasília. Reprodução do Youtube.
Vito tem síndrome de Down e estuda em uma escola regular.
Reprodução do Youtube.
O Plano Nacional de Educação (PNE) pretende aumentar o número de alunos com necessidades específicas matriculados nas escolas brasileiras. O projeto acaba de ser sancionado pela presidenta Dilma Russef.
O telejornal Câmara Hoje promoveu no último dia 25 de junho uma discussão sobre educação inclusiva de crianças com algum tipo de deficiência. Confira no vídeo abaixo reportagem sobre o PNE e o projeto de lei 8014/10, que tramita no Congresso e quer garantir a presença de um cuidador na escola quando necessária. O programa traz também matéria com a assessora internacional do Movimento Down, Christiane Aquino, que relata a experiência de seu filho Vito, que tem síndrome de Down, em escolas regulares nos EUA e no Brasil.


Uma das metas do PNE é universalizar, para crianças de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo. A ideia é colocar à disposição dos alunos salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.
Há dez anos 28% das crianças com necessidades específicas estavam matriculadas no ensino regular. Hoje, segundo o Ministério da Educação, 76% dessas crianças estão matriculadas. Com a nova lei, esse número deve aumentar ainda mais. A previsão é de que haja um salto de 843 mil para 2,2 milhões de alunos com deficiência inscritos no sistema educacional regular.
Cuidador
Para deixar o ambiente escolar mais preparado para receber esses alunos, está em análise no Congresso um projeto (PL 8014/10) que garante a presença de um cuidador na escola quando for considerada necessária. O texto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e está em análise no Senado.
A professora Júlia Ribeiro, da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais em Educação (EAPE) da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, explica que, quanto mais segregados os alunos com necessidades específicas, menos eles respondem socialmente. “Eles têm condições de avançar, mas é preciso um suporte para a escola, um professor-cuidador, um professor-mediador, alguém que pudesse auxiliar no contexto coletivo”. Júlia lembra que o cotidiano da sala de aula é difícil e muito diversificado, requer flexibilidade do professor e parcerias, como o cuidador.
Experiências
Filho de diplomata brasileira, Vito nasceu nos Estados Unidos. Ele tem síndrome de down e com dois anos passou a estudar em escola pública americana. Há cerca de um ano a família se mudou para o Brasil. Sem a mesma estrutura, a mãe, Christiane Aquino, que é assessora internacional do Movimento Down, preferiu contratar uma pedagoga para ajudar Vito a se relacionar com colegas e professoras em uma escola particular em Brasília.
Quem vai arcar com os custos do cuidador na escola é outro tema polêmico. Para Christiane, toda sociedade deve pagar a conta e assegurar a inclusão dos alunos com necessidades especiais. Mas a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF, Fátima de Mello, discorda. Para Fátima, é injusto dividir essa despesa entre todos os alunos.
Com informações da Agência Câmara Notícias.
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http://bit.ly/1r77vEx
https://www.youtube.com/watch?v=bwlQk9FtZzk#t=174